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Opinião

Cinquenta anos do Festival de Cinema

Por Romeo Ernesto Riegel
Publicado em: 05.08.2022 às 03:00 Última atualização: 05.08.2022 às 11:31

Nenhum fruto da imaginação e do ímpeto gramadense durou tanto quanto o Festival de Cinema de Gramado. As ardentes e desafiadoras vitórias alcançadas por várias gerações de pessoas e dirigentes públicos, fizeram dele o mais importante evento cinematográfico do Brasil.

Aos tempos da criação do Festival, Gramado ainda era uma cidade interiorana, juntando pedaços do que sobrou de seus ricos e elegantes tempos dos veranistas.

As festas, então organizadas, traziam alegria e beleza, mas careciam de distinção. Misteriosamente, tal inocente falta de essência artística incendiou o espírito de alguns habitantes locais, sem nenhuma vinculação com o poder público. A cidade foi seu objetivo e a cultura seu caminho.

A celebridade que o Festival do Cinema trouxe a Gramado, torna nosso agradecimento e nosso louvor indelevelmente associados aos nomes de gramadenses, como Horst Volk, Romeu Dutra, Nailor Balzaretti, Claudio Bhering, Gino Perini, entre outros. E o empenho cívico deles tem sido replicado ininterruptamente em todas as gerações que vieram depois.

A fidelidade a esse começo contaminou nossa habitual busca pela perfeição. Não nos contentamos em confinar o cinema a simples salas de projeção: dedicamos-lhe um palácio. Não reduzimos a arte que ele é em simples desfile de figuras e motivos: transformamo-lo no mais sólido símbolo cultural gramadense. Por isso, nesses dias, nossa incansável gratidão derrama-se aos heróis que patrocinaram nosso mais elegante e duradouro evento.


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