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Opinião

CCs para cumprir promessa de campanha

Por Professor Daniel
Publicado em: 17.06.2022 às 03:00 Última atualização: 17.06.2022 às 11:16

Tramita na Câmara um projeto de lei do Executivo que cria 36 novos Cargos de Confiança (CC) na Prefeitura. Antes de qualquer coisa, considero importante frisar que, tanto os CCs (de livre nomeação do prefeito), quantos os servidores efetivos ou emergenciais, são fundamentais na administração pública, assim como os funcionários de empresas terceirizadas, como a ACM que atende a rede de saúde e o hospital.

O que quero refletir com a comunidade é o número de CCs que o município já tem e quer contratar mais. Lembrando que um CC deve ocupar um cargo de chefia (direção, coordenação, supervisão) e hoje já temos um número suficiente de "chefes". Temos no nosso quadro 1,4 mil servidores efetivos e 199 CCs (13 não ocupados) e 45 FGs (Função Gratificada com um valor extra que o servidor público efetivo recebe para assumir um cargo de liderança).

Ou seja, temos 1,4 mil servidores para 245 "chefes" e o governo quer criar mais 36. O que acontece, na prática, é que prometeram centenas de empregos na campanha e agora não têm como colocar todo mundo. Não é uma questão de qualificar a gestão e, sim, uma tentativa de cumprir o prometido nas eleições.

Aliás, as únicas pessoas que falaram comigo para defender este projeto são pessoas que estão esperando o cargo prometido. Na prática, a cada cinco servidores do município, um já exerce cargo de chefia. Acho que tá bom, né? O Executivo quer criar um cargo de diretor de gabinete da primeira-dama com salário de R$ 12 mil, por exemplo. Ora, pra quê? Na minha avaliação, existem outras prioridades.


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