Publicidade
Notícias | Rio Grande do Sul Crime na Capital

'O Beto ia quase todas as noites no Carrefour com a esposa', conta vizinho

De acordo com Paulo Paquetá, presidente do Grupo Solidários Anjos da Noite da Vila do IAPI, João Alberto Silveira Freitas era um homem tranquilo, com amigos na vizinhança e no futebol

Por Bianca Dilly
Publicado em: 20.11.2020 às 15:30 Última atualização: 20.11.2020 às 15:32

Amigo diz que Beto era uma pessoa tranquila, com amigos na vizinhança e no futebol Foto: Arquivo Pessoal
Com residência a menos de um quilômetro do Carrefour do bairro Passo d'Areia, em Porto Alegre, João Alberto Silveira Freitas, o Beto, de 40 anos, ia ao local quase todas as noites com a esposa para fazer alguma compra. É isso o que conta o presidente do Grupo Solidários Anjos da Noite da Vila do IAPI e vizinho de Beto, Paulão Paquetá. 

Freitas foi espancado até a morte por dois seguranças brancos do comércio na noite da última quinta-feira (19). “O Beto era uma pessoa comum, como qualquer um de nós. Ele ia lá, comprava carne, ou outra coisa que estivesse faltando. Morava a uns 200 metros do supermercado”, descreve.

Conforme o amigo, Freitas era uma pessoa tranquila, que se dava bem com a vizinhança. “Todo mundo se conhece. No IAPI, tem pessoas mais de idade e todo mundo mantém contato frequente”, explica, ele que foi um dos organizadores dos protestos que iniciaram nesta sexta-feira (20) pela manhã e terão sequência no final da tarde.

Paquetá explica que Beto trabalhava com o pai em uma serralheria. “Ele chegava em casa no final da tarde, passava por aqui, jogava sinuca, conversava. Depois ia para casa, porque no outro dia tinha que trabalhar. No final de semana, fazia churrasco com os amigos, bem normal”, conta. A esposa da vítima, Milena Borges Alves, que presenciou o assassinato, estava medicada em casa e o pai, João Batista Rodrigues Freitas, 65, ficou no Departamento Médico Legal (DML) aguardando a liberação do corpo. “Ele também deixa um filho, do primeiro casamento”, acrescenta.

O vizinho ainda faz um apelo: “Que não aconteça com mais ninguém, independentemente da cor da pele. De maneira nenhuma alguém pode ser agredido como ele foi, pelo simples fato de não concordar com uma decisão de um funcionário. Isso foge da lógica”, ressalta.

O sepultamento de Beto ocorre às 16 horas desta sexta-feira (20), no Cemitério São João, do IAPI.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.