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Notícias | Região Suspeitas de corrupção

Operação Cáritas: dois seguem presos e número de investigados cresce

Segundo Polícia Civil, provas apontam a confirmação dos fatos inicialmente investigados com conhecimento de novas suspeitas

Publicado em: 07.01.2022 às 12:47 Última atualização: 07.01.2022 às 12:56

O prazo de afastamento dos agentes públicos investigados na Operação Cáritas, de 60 dias, se encerra neste sábado (8). Contudo, a Polícia Civil afirma que não deve solicitar um novo período porque todos os afastados em novembro foram exonerados dos seus cargos.

Segundo o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, no momento, a Civil está dedicada à análise do vasto volume de documentos, materiais e aparelhos apreendidos no dia 8 de novembro de 2021, terceira fase da
Operação.

Delegado Vladimir Medeiros e delegado regional, Heliomar Franco
Delegado Vladimir Medeiros e delegado regional, Heliomar Franco Foto: Letícia de Lima/GES-Especial
De acordo com o delegado, até o momento as provas apontam para a confirmação dos fatos inicialmente
investigados, com o conhecimento de novos episódios e também investigados. Medeiros confirma que o número de suspeitos - inicialmente 40 - envolvidos com os esquemas de corrupção cresceu, porém não revela quantos são investigados atualmente.

A Polícia também tem recebido denúncias anônimas feitas pela própria comunidade. Atualmente, dois investigados estão presos no Presídio Estadual de Canela: um detido na sexta fase da Operação, no último dia 24 de dezembro, acusado de ameaçar testemunhas; e o vereador afastado da Câmara, Alberi Dias (MDB), preso pela segunda vez no dia 28 de dezembro de 2021.

Renúncia

No último dia do ano, a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Canela comunicou a renúncia do vereador Alberi Dias (MDB) ao cargo de presidente do Legislativo, o que permite que a Casa realize a eleição de um novo líder. No entanto, ainda não há data definida para a nova eleição e até lá, Emilia Fulcher (Republicanos) segue como presidente. O retorno do recesso acontece no dia 7 de fevereiro.

Na terça-feira (4), a Mesa Diretora ainda protocolou denúncia em relação aos fatos que envolvem Dias. De acordo com nota oficial da Câmara, esse é o meio pelo qual os vereadores deverão instalar uma Comissão
de Ética para avaliar os fatos relacionados ao político.

A nota, assinada pela presidente Emilia, pelo vice-presidente Jefferson de Oliveira (MDB), e primeiro-secretário Alfredo Schaffer (PSDB), cita a repercussão negativa que a investigação e prisões de Alberi causaram na Câmara. Com a Comissão de Ética Processante, o procedimento pode levar à cassação do vereador afastado

Alberi está no Presídio de Canela

Presidente afastado da Câmara foi preso pela segunda vez em menos de dois meses
Presidente afastado da Câmara foi preso pela segunda vez em menos de dois meses Foto: Polícia Civil
Alberi é apontado na investigação como um dos “comandantes” do grupo criminoso. O inquérito
aponta que o ex-presidente do Legislativo utilizava-se de seu cargo público, assim como seus conhecimentos como contador, para diversos crimes, utilizando familiares como laranjas e fraudando orçamentos para vencer licitações por meio de empresas também investigadas.

A defesa do emedebista preso desde o último dia 28 pediu à Justiça a soltura do investigado, contudo, o pedido de habeas corpus foi negado. Ele está no Presídio Estadual de Canela. Segundo a investigação da Polícia Civil de Canela, Alberi “participa de praticamente tudo que há em termos de construções, reformas e ampliações de engenharia civil junto à Prefeitura Municipal de Canela, sempre sendo o elo entre o Executivo Municipal e as ‘empresas’ vencedoras nos certames”.

O escritório de contabilidade Thomazi, onde Dias era contratado, também é citado nas investigações. Em nota oficial divulgada pelo escritório Thomazi, a empresa nega ser investigada ou que presta serviço a envolvidos. Também anuncia o desligamento definitivo de Alberi
como colaborador.

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