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Notícias | Região PRESO NA OPERAÇÃO CÁRITAS

Alberi Dias renúncia ao cargo de presidente e vereadores iniciarão análise de cassação do mandato

Conforme a atual chefe do Legislativo, Emilia Guedes Fulcher, a decisão ocorrerá em âmbito político e será restrita aos vereadores

Publicado em: 01.01.2022 às 10:41 Última atualização: 02.01.2022 às 18:26

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Canela comunicou a renúncia do vereador Alberi Dias (MDB) ao cargo de presidente do Legislativo, nesta sexta-feira (31). Ele foi preso duas vezes pela Polícia Civil, por suspeita de corrupção e desvio de dinheiro público. 

Presidente afastado da Câmara foi preso pela segunda vez em menos de dois meses
Presidente afastado da Câmara foi preso pela segunda vez em menos de dois meses Foto: Polícia Civil
À frente do Legislativo desde o dia 8 de novembro de 2021, a vereadora Emilia Guedes Fulcher (Republicanos) afirma que, no dia anterior, ela e os demais membros da Mesa, Jefferson de Oliveira (MDB) e Alfredo Schäffer (PSDB), se reuniram para avaliar a situação após nova prisão de Dias na Operação Caritas.

A renúncia permite ao Legislativo eleger um novo presidente e recompor os demais cargos da Mesa Diretora, o que não poderia ser feito apenas pelo afastamento de Alberi determinado temporariamente pela Justiça, visto que ele retornaria à função após cessar o prazo de 60 dias.

“Com a vaga de presidente em aberto, agora elegeremos um novo que ocupará a função, vamos recompor os demais cargos da Mesa Diretora e dar seguimento aos trâmites para analisar a situação do ex-presidente”, diz a vereadora Emilia, que responde como chefe do Legislativo.

Depois de eleito o novo presidente da Casa, será aberta a Comissão de Ética Processante pautada pela Lei Orgânica, pelo Regimento Interno e pelo Código de Ética. A Comissão realizará um trabalho para que, ao final, os vereadores votem pela cassação ou não de Alberi Dias.

“Será uma decisão de âmbito político, restrita aos vereadores. Porém, se não seguirmos o rito legal, correremos o risco de tomar uma decisão que ali adiante poderá ser anulada pela Justiça. Sabemos que a comunidade quer uma resposta, e nós a daremos, mas é preciso seguir todas as regulamentações legais”, ressalta a presidente do Legislativo.

Sobre a abertura de uma CPI, a vereadora Emilia sustenta a opinião da maioria dos vereadores. “A Polícia Civil tem feito um trabalho há meses na Operação Caritas, e nós não temos como nos sobrepor às investigações que prosseguem, ou seja, não temos como fazer mais do que a própria Polícia, a quem nós confiamos o trabalho”, conclui ela.

 

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