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Notícias | Região Operação Cáritas

Empresas que prestam serviços à Prefeitura de Canela são alvo de operação da Polícia Civil

Nova fase da investigação de crimes de corrupção mira empresas que prestam serviços de maquinário e terraplanagem ao município

Publicado em: 29.11.2021 às 08:36 Última atualização: 29.11.2021 às 08:38

A Polícia Civil de Canela realiza, na manhã desta segunda-feira (29), a quarta fase da Operação Cáritas, que investiga crimes de corrupção na administração pública da cidade. Trinta policiais civis cumprem mandados de busca e apreensão em Canela e Gramado em endereços ligados a empresas que prestam serviços de maquinário e terraplanagem para a Prefeitura de Canela. Ao todo, cinco endereços são alvos de buscas nos dois municípios.

Buscas em Canela em operação contra corrupção, realizadas durante a terceira fase da investigação
Buscas em Canela em operação contra corrupção, realizadas durante a terceira fase da investigação Foto: Letícia de Lima/GES-Especial
O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, não revela detalhes da investigação para não prejudicar a apuração dos delitos, restringindo-se a reafirmar que o trabalho da Polícia Civil na investigação policial é extremamente técnico e baseado exclusivamente no conteúdo probatório colhido até o presente momento pelos policiais.

Medeiros informa, ainda, que o trabalho da força-tarefa de policiais civis destacados para o inquérito policial da Operação Cáritas está concentrado, atualmente, na análise do grande volume de documentos e equipamentos apreendidos na ação policial do último dia 8 de novembro, quando cumpridas pela Polícia Civil simultaneamente 176 medidas judiciais em nove cidades no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

Fases

A ação da manhã desta segunda-feira é a quarta fase da operação, que iniciou em 9 de abril, quando foram apreendidos materiais de construção do Hospital de Caridade de Canela que haviam sido desviados para propriedade particular.

Em 30 de junho, na segunda fase, policiais civis apreenderam uma lista com nomes de servidores com cargos em comissão que pagavam valores em dinheiro para o partido político após acompanharem, durante todo o dia, a atividade de recolhimento do dinheiro em diversos locais, inclusive prédios públicos.

A terceira fase ocorreu no dia 8 de novembro. Ao todo, 175 policiais civis cumpriram simultaneamente 176 medidas judiciais, que incluíram prisões preventivas, afastamentos cautelares de servidores públicos e 44 mandados de busca e apreensão em nove cidades, além de outras medidas.

Conforme o delegado, o inquérito policial segue em andamento e é prioridade absoluta para a Polícia Civil de Canela, que tem instalada uma força-tarefa de policiais civis destacados com exclusividade para a investigação.

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