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O que o futuro reserva para o País e os negócios? Economista faz projeção

Patrícia Palermo participou da Oficina de Negócios do Sindilojas de Novo Hamburgo

Por Juliana Nunes
Publicado em: 11.11.2021 às 03:00 Última atualização: 11.11.2021 às 13:04

"Em 2020 tivemos um inimigo sem controle. Em 2021, fomos sobreviventes, como pessoas e como empresas. Como empresas, meu conselho é: faça melhor que seu concorrente. É clichê, mas funciona."

A declaração é da economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, durante análise do cenário econômico em evento, em Novo Hamburgo. Na quarta-feira (10), ela participou da Oficina de Negócios do Sindilojas-NH, onde fez projeções sobre o futuro do País e dos negócios. (Veja abaixo uma síntese em vídeo).

Oficina de Negócios do Sindilojas-NH
Oficina de Negócios do Sindilojas-NH Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

Vacinação

A economista reforçou a importância da vacinação para a retomada da economia. "A gente chegou atrasado na compra da vacina, mas a população correu para se vacinar. E quem é o responsável por isso? Zé Gotinha! Temos uma memória afetiva com o processo da vacinação."

PIB

Conforme a economista-chefe, no próximo ano economia vai crescer menos do que em 2021, quando estimativa é fechar o ano com PIB de 4,93%. "Segundo o Boletim Focus, o PIB em 2022 deve ficar em 1%. Já o Itaú fala em - 0,5%."

E-commerce

A pandemia intensificou as compras pela Internet e abriu caminho inclusive para o público que não utiliza o digital para fazer suas compras. "Você pode chegar a públicos que naturalmente não iriam até a sua loja. Quando o consumidor muda, a gente precisa se atualizar", lembra a economista.

Câmbio e inflação

A variação cambial e a situação fiscal do País também foram abordadas. "Por que a moeda não valoriza? A situação fiscal brasileira hoje não é ruim. Mas não é ruim, traçando paralelo, como se fosse alguém que gasta mais do que recebe e de repente ganha uma herança. Funciona por um tempo, mas, se continuar com o mesmo comportamento, a herança vai, e aí volta para padrão que tinha. Quem foi o presentinho para o governo? A inflação."

Eleições

As eleições de 2022 também preocupam. "Teremos um cenário incerto. Em 2018, tivemos um antipetismo e, em 2022, teremos novamente. E também um antibolsonarismo. Isso é muito ruim. Não dá legitimidade para as ações, e o governo começa a enfraquecer. Terceira via é viável? Sim, Mas precisam brigar menos entre si", opina.

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