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Notícias | Região Transporte na pandemia

Passageiros reclamam de estações e trens lotados no horário de pico

Trensurb afirma que não reduziu frota e que cumpre as orientações do Governo do Estado

Por Juliana Flor
Publicado em: 23.02.2021 às 14:09 Última atualização: 23.02.2021 às 15:08

Passageira flagrou trem cheio na manhã desta terça-feira Foto: Renata Pereira da Silva de Souza/Especial
O primeiro dia oficial de bandeira preta na região começou com trens lotados. No primeiro horário de pico, logo no início da manhã, o que se via eram estações e vagões cheios de passageiros. Por mais que a lotação máxima seja de 50% da capacidade, na prática, não é o que acontece. 

"Em horário de pico o trem cheio é sempre assim, lotado. Poderiam diminuir o intervalo para não aglomerar tanto", desabafa a assistente financeira Renata Pereira da Silva de Souza, de 26 anos. Diariamente, ela embarca na Estação Sapucaia por volta das 7 horas e segue até Porto Alegre. Na volta, depois das 18 horas, segundo Renata, a situação é mais grave. "Me sinto impotente, pois preciso deste meio de transporte, pagamos caro em um serviço prestado sem qualidade", pontua.

Além da lotação, os passageiros reclamam ainda dos intervalos entre as viagens que são longos, o que poderia explicar o grande número de pessoas dentro dos trens. A falta de álcool gel nas estações, assim como a ausência de alguém para controlar o número de pessoas dentro dos vagões também faz parte das reclamações.

"No início da pandemia, até verificavam a temperatura na entrada da estação, mas agora não tem nada. Também não tem ninguém controlando o limite de pessoas nos vagões. Até as marcações no chão, que serviam para mostrar o distanciamento já se apagaram. Somado a isso tudo, têm as pessoas que não respeitam nada", desabafa uma passageira que pede para não ser identificada. 

O que diz a Trensurb

Perguntada sobre a situação desta manhã, a Trensurb diz que "não há redução de horário de funcionamento nem no efetivo (funcionários)."

Sobre a lotação, a Trensurb afirma que atende a determinação do Governo do Estado que limita a ocupação dos veículos em 50% de sua capacidade – o que corresponde a três passageiros por metro quadrado. 

Segundo a empresa, os passageiros devem evitar os horários de pico (pela manhã, entre 6 e 8 horas, e à tarde, entre 17 e 19 horas), principalmente entre 7 e 8 horas e entre 18 e 19 horas.

A sugestão dada pela Trensurb é que os passageiros evitem ocupar mais os carros centrais do trem e, eventualmente, quando um trem possa estar mais cheio que outro, uma "alternativa é esperar pelo próximo."

Veja o posicionamento da Trensub na íntegra

"A Trensurb avalia que, com a demanda reduzida (que tem se mantido próxima de 50% da demanda normal, anterior à pandemia), a oferta atual de trens nos horários de pico (até 25 rodando simultaneamente, muito próxima da oferta normal pré-pandemia, com até 26 trens simultâneos) é suficiente para atender a determinação do Governo do Estado que limita a ocupação dos veículos em 50% de sua capacidade – o que corresponde a três passageiros por metro quadrado. A empresa informa ainda que realiza monitoramento constante da situação do sistema, posicionando trens reservas ao longo da via para que entrem em operação nos horários de pico em caso de necessidade.

A fim de evitar eventuais aglomerações, é importante que os usuários fiquem atentos ao uso de toda a área de parada dos trens nas plataformas enquanto aguardam o embarque, especialmente no caso de composições acopladas. Do contrário, pode haver concentração de passageiros no interior dos carros centrais dos trens. Avisos sonoros nas estações reforçam essa orientação – além de divulgarem uma campanha de conscientização desenvolvida pela empresa desde março em relação às medidas de prevenção à Covid-19.

Por fim, com a retomada de atividades diversas e o aumento na demanda do metrô, é importante que os usuários busquem evitar os horários de pico quando possível. É importante também que os empregadores cumpram a orientação presente nos protocolos de distanciamento do Governo do Estado referente à flexibilização dos horários de entrada e saída do trabalho. O cumprimento dessas orientações evita que haja grande concentração de passageiros no transporte público em apenas alguns horários, possibilitando, dessa forma, que continue havendo condições de operação com segurança.

De qualquer forma, a empresa segue atenta para uma eventual necessidade de aumento da oferta de serviço."

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