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Veja detalhes do esportivo Mustang Mach 1

Mais nervoso do que nunca, esportivo da Ford evolui com a versão Mach 1. Confira como foi o teste no Velopark

Por Adair Santos
Publicado em: 25.10.2021 às 10:19 Última atualização: 25.10.2021 às 10:46

Depois que a fumaça dos pneus se dissipa numa das curvas do Velopark, é possível identificar o famoso cavalinho e o visual inconfundível. Isso mesmo: trata-se do Mustang Mach 1, a evolução de um ícone mundial. Quando parecia impossível, a Ford foi lá e conseguiu: refinou o muscle car, ampliando a potência em 17 cv e também o desempenho em pista com diversos aprimoramentos mecânicos. Para dar conta de um track day, traz melhorias aerodinâmicas e radiadores extras para o óleo do motor, da caixa e do diferencial traseiro.

 

Foto por: Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: Cortina de fumaça: com os controles desligados, esportivo frita os pneus com facilidade

O reencontro com a lenda ocorreu em seu habitat natural, as pistas. Com o autódromo de Nova Santa Rita liberado durante três horas, foi possível comprovar do que o Mach 1 é capaz. Em maio de 2018, o Mustang GT, com 466 cv, foi testado nesse circuito. Ótimo nas curvas e melhor ainda nas retas, o Mach 1 gruda no asfalto graças aos largos pneus e a um retrabalho aerodinâmico – realizado inclusive no assoalho – que melhorou em 22% o down force. As belas rodas aro 19” são ainda mais valorizadas pelos freios Brembo, que permitem desacelerações impressionantes.

Diversão garantida

O Mustang tem uma dirigibilidade refinada. É claro que, devido à combinação "motor dianteiro tração traseira", torna-se mais arisco quando comparado a um Audi R8, por exemplo, uma máquina perfeitamente equilibrada com motor central e tração integral mas quatro rodas. Mas a tração traseira do Mustang garante doses maiores de adrenalina, principalmente com os controles de tração e estabilidade desligados.

Com o volante todo esterçado e as "babás eletrônicas" desligadas, basta pisar fundo para queimar pneu e levantar muita fumaça. Outra possibilidade é acionar o sistema Line Lock, que permite o pré-aquecimento dos pneus traseiros, o famoso "burn out" - o que só deve ser feito em pistas, é claro.

O Mach 1 chegou ao Brasil em abril deste ano por R$ 499 mil, mas quando foi testado, em agosto, o preço já havia subido para R$ 523,9 mil. Agora, já custa R$ 545 mil. Dá mais de R$ 1,12 mil para cada um dos 483 cv. É o preço da exclusividade.

Pneus largos fazem o carro grudar nas curvas e tração traseira garante a diversão
Pneus largos fazem o carro grudar nas curvas e tração traseira garante a diversão Foto: Diego da Rosa/GES


Faixas laterais e no capô não deixam dúvidas: este é o Mach 1

Capô traz marcante faixa central
Capô traz marcante faixa central Foto: Diego da Rosa/GES

O visual é irado, reforçado pelas faixas laterais e no capô, além do aerofólio esportivo. É uma releitura do primeiro Mach 1, que foi lançado em 1969, criando um elo entre o Mustang GT e o Shelby. O nome Mach 1 por si só já é uma alusão à esportividade, pois refere-se à medida padrão da velocidade do som (1.235 km/h). E já na época não decepcionou: em seu ano de estreia, estabeleceu 295 recordes de velocidade e resistência. Teve duas atualizações (1974 e 2003) e agora, 17 anos depois, traz o motor mais potente da linha.

Na frente, a grade é nova, com o emblema do cavalo ao centro e dois grafismos redondos que remetem aos faróis auxiliares do modelo 1969. O para-choque tem desenho exclusivo, com um novo difusor inferior e duas entradas de ar laterais para suprir os novos radiadores. Grafismos nas portas e na região inferior da carroceria se conectam com o carro original, complementados pelo emblema Mach 1 no para-lama dianteiro. Na traseira, o aerofólio tem perfil discreto e as lanternas são interligadas por uma faixa preta, com a assinatura Mach 1 ao centro.

Outro diferencial bacana é o holograma do cavalinho Mustang que os retrovisores projetam no chão cada vez que as portas são abertas.

Escapamento com quatro saídas e ajuste de válvula ativo

Foto por: Diego da Rosa/GES
Descrição da foto: Som do escapamento com 4 saídas pode ser alterado pelo motorista

O difusor com recortes triangulares e as quatro ponteiras de escapamento integradas foram trazidos do Shelby GT500. Não só o visual, mas o som do motor faz estremecer, impondo bastante respeito.

O melhor de tudo é que conta com ajuste de válvula ativo, ideal para quem mora em apartamento. Há quatro níveis sonoros: silencioso, normal, esportivo e pista. O modo silencioso pode ser agendado para não incomodar os vizinhos de manhã. Nos modos esportivo e pista o som fica mais encorpado, avisando a todos que o Mach 1 está pedindo passagem.

Os bancos em couro perfurado - dotados de sistema de aquecimento e resfriamento - também fazem um tributo ao Mach 1 original.

Não apenas potente, mas também tecnológico. Modelo é equipado com alerta de colisão com detecção de pedestres e frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa e alerta de fadiga, além de oito air bags, assistente de partida em rampa, câmera de ré com sensor de estacionamento, farol alto automático, sensor de chuva e monitoramento individual de pressão dos pneus.

Tecnologia e bons acabamentos

Cockpit mescla estilo retrô com muita tecnologia
Cockpit mescla estilo retrô com muita tecnologia Foto: Diego da Rosa/GES

O interior é esportivo e bem acabado, com muito couro e alumínio. No painel, do lado do caroneiro, uma placa revela o número de produção do exemplar: 25. Nos bancos traseiros, apenas crianças andam com conforto. Visibilidade traseira é boa.

O painel de instrumentos digital de 12" permite personalizar cores e mostradores e dá acesso aos Track Apps, que inclui o marcador de 0 a 100 km/h e o Line Lock para "burn out". Central multimídia Sync 3 com navegação e comando de voz, que permite fazer e receber ligações sem tirar a mão do volante.

A "patada" dos 483 cv do motor Coyote V8 5.0

V8 do Mach 1 tem 17 cv a mais que o do Mustang GT
V8 do Mach 1 tem 17 cv a mais que o do Mustang GT Foto: Diego da Rosa/GES

O famoso motor Coyote 5.0 V8 é potente e muito "torcudo". São 483 cv (17 cv a mais que o Mustang GT) a 7.250 rpm e 56,7 kgfm de torque a 4.900 rpm. Para ser ter uma ideia, tem cinco vezes o tamanho do 1.0 que equipa o Ford Ka e 6 vezes a potência.

Para dar conta, modelo traz radiadores extras para o óleo do motor, da caixa e do diferencial traseiro.
Quando provocado, o motor ruge forte os giros vão lá em cima. O corpo do caroneiro - e inclusive do motorista - é jogado com força contra o banco.

Conforme medições da Ford, a aceleração de 0 a 100 km/h não mudou em relação ao Mustang GT, demorando apenas 4,3 s, bom número para um carro com 1.814 kg. As diferenças estão nos tempos de volta de pista. A velocidade máxima é eletronicamente limitada a 250 km/h.

Mas quando não é provocado, o Mustang comporta-se de maneira civilizada. A 80 km/h em 10ª marcha, trabalha mansinho, com as rotações em 1.400 rpm.

Pneus são mais largos na traseira (275/40 R19) do que na dianteira (255/40 R19). Em dias de chuva, porém, convém levantar um pouco o pé, pois pneus muito largos sabidamente têm uma tendência maior à aquaplanagem.

A suspensão eletrônica adaptativa MagneRide é dura, mesmo no modo Normal de condução, e apesar do visual rebaixado, não é preciso atravessar o carro para passar nos quebra-molas. Modelo também é o primeiro Mustang conectado, contando com o aplicativo FordPassTM Connect para o acesso remoto das funções do veículo.

Transmissão automática esportiva tem 10 marchas

O câmbio automático esportivo de 10 marchas é muito eficiente e está à altura da história do carro. São 7 modos de pilotagem: Normal, Esportivo, Esportivo , Pista, Drag, Neve/Molhado e My Mode -, que adaptam as configurações do veículo para extrair o melhor desempenho na pista. Trocas também podem ser feitas por meio de borboletas atrás do volante.

 

Calibragem do câmbio automático garante esportividade
Calibragem do câmbio automático garante esportividade Foto: Diego da Rosa/GES

 

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