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O Parque dos Sonhos

Animação da Nickelodeon e Paramount está entre os filmes mais assistidos no Brasil.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Menina tem que se unir a animais falantes para salvar um parque que criou em sua imaginação
Na última semana, O Parque dos Sonhos foi um dos filmes mais assistidos no Brasil. Isso por causa de um efeito bem conhecido: com os cinemas monopolizados por um filme de super-heróis e umas outras poucas opções de terror e comédia adulta, esta produção da Nickelodeon e Paramount é praticamente a única alternativa de animação para levar a garotada no cinema.

A história acompanha uma garota que costuma brincar, junto com sua mãe, de fazer um parquinho de diversões no próprio quarto, usando seus bichinhos de pelúcia e inventando geringonças com papel e o que mais estiver à mão. O que ela não sabe é que todo aquele parque maravilhoso que elas criaram existe mesmo, em um lugar mágico. Quando a mãe fica doente e a garota perde a fé na própria imaginação, o parque de verdade entra em crise e a menina vai ser magicamente convocada para impedir que ele seja destruído.

Embora a produção seja da Nickelodeon e da Paramount Animation, O Parque dos Sonhos segue à risca a fórmula de diversão para toda a família consagrada pela Disney. A história principal envolve uma questão de pais e filhos, a heroína tem que descobrir a força dentro de si mesma e há uma porção de bichinhos falantes divertidos que acompanham a mocinha. Além disso, há muitas cenas movimentadas, com destaque para as montanhas-russas e afins, mostradas em perspectiva emocionante. Especialmente no 3D, só isso já basta para entusiasmar a galerinha.

A história pode cansar um pouco os adultos lá pelas tantas, e algumas discussões sobre sentimentos parecem cacetear os pequenos em certos pontos. Mas não chega a prejudicar a diversão. Destaque para os personagens engraçadinhos ou irônicos, incluindo os vilões, que são uma horda de bichos fofinhos.
Pipoca em família. Vá na fé.

Capitã Marvel é todo calcado no girl power

Mais recente filme da Marvel aplica a fórmula do estúdio de maneira eficiente, mesclando ação, efeitos especiais, personagens carismáticos e piadas.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Brie Larson à frente de Capitã Marvel
O mais recente filme da Marvel tem alguns ineditismos, o principal dos quais ser o primeiro da Casa das Ideias protagonizado por uma super-heroína. Fora isso, é o típico filme do estúdio, com muita ação e efeitos especiais, personagens carismáticos e, no meio de tudo, algumas tiradas cômicas. Ou seja, tenha certeza de que você vai achar divertido, que no mínimo a pipoca não vai ser desperdiçada e que o dinheiro do ingresso não será lamentado.

Capitã Marvel é, quase, uma única longa sequência de ação. Começa com a personagem principal no coração do império alienígena Kree, sendo treinada como guerreira, mas meio incerta sobre seu passado. Em uma missão ela vai parar na Terra, em meados dos anos 90, onde conhece Nick Fury e o agente Coulson e, também, descobre alguns segredos. No meio do corre-corre tem ação espacial, duas raças em conflito (além dos Krees tem os Skrulls, que podem mudar de forma) e alguns ganchos importantes para tramas futuras da Marvel.

O filme foi planejado nos mínimos detalhes para maximizar o fato de ter a primeira super-heroína solo da Marvel. Brie Larson está ótima, fazendo uma personagem poderosa e segura de si mas às voltas com conflitos íntimos. O roteiro explora bem sua incerteza sobre a própria trajetória, acertando a mão no ritmo da história de origem. Como personagem, a Capitã vira uma das mais poderosas figuras, se não a mais poderosa, do universo da Marvel no cinema. Outros pontos da trama maximizam a presença feminina na história. A Suprema Inteligência Kree, que nos quadrinhos era um homem, aparece na tela como uma mulher. Paralelamente, Samuel L. Jackson por pouco não rouba a cena com seu Nick Fury, que, mais do que um coadjuvante, é quase um outro protagonista.

Claro que nem tudo é uma maravilha. A história bem simples e direta lembra um pouco o primeiro filme de Thor, que também fazia o basicão e essencialmente apresentava o herói. Mas Capitã Marvel não desaponta, embora certos pontos do roteiro possam irritar um pouco os fãs dos quadrinhos.
Tem homenagem inicial emocionante a Stan Lee e duas cenas pós-créditos, uma delas preparando o próximo filme dos Vingadores.

Aviso: se você tem gato, cuidado com ele.

Um policial noir com virada de fantasia

Calmaria reúne elenco de estrelas e história estranha mas interessante.

Calmaria (Serenity), suspense com toques fantásticos com Matthew McConaughey, Anne Hathaway e Diane Lane, infelizmente não está passando na região, mas vale se tocar para Porto Alegre para ver. O filme mescla ingredientes de policial noir com alguns toques modernos, meio esquisitões mas interessantes.

Em uma ilha norte-americana que vive à base de turismo e pesca, um dono de barco com passado nebuloso passa os dias fugindo das dívidas e perseguindo sua obsessão pessoal por um peixe que ninguém acredita que realmente exista. Até que sua ex-mulher aparece, com a proposta de que assassine seu marido milionário que abusa dela. Mas nada é o que parece, e enquanto decide se vai aceitar participar de um crime ou não, ele é levado a questionar a própria sanidade e a natureza de sua vida.

Entre as coisas interessantes de Calmaria estão as alusões a policiais clássicos. A história de base lembra Pacto de Sangue, de Billy Wilder; o ambiente costeiro é muito parecido com o de Uma Aventura na Martinica; e lá pelas tantas um personagem fala uma das frases de O Falcão Maltês. Só por conta destas referências o filme já valeria.

Mas tem as esquisitices também, por conta de uma reviravolta na história. Calmaria tem um pouco de A Ilha do Medo, de Martin Scorsese, e também é aparentado distante da ficção científica O 13o Andar e do drama Vanilla Sky. Em todos esses, os protagonistas se viam às voltas com realidades que de um momento para o outro podiam se desconstruir.

Dirigido pelo britânico Steven Knight, roteirista e realizador de tevê, Calmaria tem elenco estelar e também várias cenas surpreendentemente tórridas. Estranho pacas. Você precisa pôr na lista de bizarrices para prestigiar.

Morreu um dos músicos do The Monkees

Peter Tork fazia parte do grupo famoso na televisão e nas paradas dos anos 60, frequentemente comparado com os Beatles.

Foto por:
Descrição da foto:
Peter Tork, o excêntrico artista folk que alcançou a fama na década de 1960 com a banda The Monkees, morreu aos 77 anos, anunciou sua equipe nesta quinta-feira (21). "Com pesar e o coração partido compartilhamos a devastadora notícia de que nosso amigo, mentor, mestre e alma incrível, Peter Tork, deixou este mundo", publicou a equipe em sua página oficial no Facebook, sem especificar as causas da morte.

O músico foi diagnosticado em 2009 com um carcinoma adenoide cístico, uma forma rara de câncer na língua."Não há palavras por enquanto... o coração está partido pela perda de nosso irmão Monkee", tuitou o vocalista e baterista Mickey Dolenz, um dos últimos sobreviventes da banda.

The Monkees, um grupo de pop rock de quatro integrantes, foi criado em 1965, inicialmente como um programa de televisão que ganhou dois prêmios Emmy, e em 1967 superou em vendas os Beatles e os Rolling Stones. Canções como "Daydream Believer", "I'm a Believer" e "Last Train to Clarksville" lideraram as listas de popularidade, embora os quatro músicos tenham recebido críticas de que eram uma imitação dos Beatles.

Entre 1966 e 1970, a banda lançou nove álbuns e depois se dissolveu, mas voltou a se juntar em várias combinações ao longo dos anos. Tork, tecladista e baixista do grupo, criou o personagem de "burro" adorável dos Monkees, mas depois começou a se ressentir com a banda, à medida que suas ambições musicais cresciam. Nascido em Washington em 13 de fevereiro de 1942, Tork teve aulas de piano e estudou trompa francesa.

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