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Flexibilização e responsabilidade

Redução nas internações e aparente queda na contaminação trazem a região para a bandeira laranja e prefeitos discutem adoção de medidas mais brandas de restrições, "amarelando" os protocolos regionais

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 15.09.2020 às 13:47 Última atualização: 15.09.2020 às 13:47

Pela primeira vez em quase três meses a nossa região chegou à bandeira laranja já no anúncio da sexta-feira (Porto Alegre segue na vermelha e o litoral alaranjou), confirmado ontem. Já tinha acontecido de se alaranjar a bandeira vermelha após análise de recursos, mas ter o risco médio declarado diretamente (o que possibilita se adotar medidas de bandeira amarela nos protocolos regionais) é algo que não acontecia desde junho. A situação melhorou? Sim e não. Sim porque temos números decrescentes nas internações e casos confirmados. Não porque ainda são números altos, assim como o risco de contaminação. Ou seja, apesar de alguns prefeitos já anunciarem novas flexibilizações, seguem vigentes medidas de higienização e uso de máscaras. Para que não tenhamos que regredir nas liberações é preciso ainda ter cuidados.

Liberações questionáveis

Alguns prefeitos falam de liberar quadras de futebol e d mais atividades esportivas e até eventos, festas. Efeito da bandeira ou das eleições? A pressão é grande de alguns setores, e nele, eleitores contam e muito nestes dois meses de campanha.

Enquanto isso...

Nas ruas a sensação é de que a pandemia “já passou”. Apesar do pouco movimento (até por causa de espaços públicos e comércio fechados), quase metade das pessoas no Centro leopoldense circulavam sem máscaras ontem. Durante a semana “os sem máscara” crescem.

O humor do arroz

O que não falta é piadinha com o preço de arroz nas redes sociais. De jóias com o grão a charges como as do Tacho e do Sinovaldo em nossos jornais. É aquela máxima: rir para não chorar. 

Desrespeito a segurados

A suspensão da retomada dos atendimentos presenciais agendados nas agências do INSS, que estavam fechadas desde março, foi um desrespeito aos segurados que foram aos locais e acabaram tendo que voltar para casa sem o serviço. Anunciada e garantida ainda no domingo pelo INSS, a volta do atendimento foi frustrada porque peritos médicos denunciaram a falta de condições de segurança à saúde nesta retomada dos trabalhos em meio à pandemia. Uma reivindicação justa da categoria. Só que isso gerou uma situação extremamente injusta a segurados com problemas de saúde que, devidamente agendados, se deslocaram às agências e deram literalmente com a cara na porta. Faltou gestão e respeito nesta retomada.

Desculpa nacional

O presidente do INSS, Leonardo Rolim, pediu desculpas aos segurados em todo o País pelo problema e garantiu que as agências serão readequadas para o atendimento.

O jogo do IPVA

Vendo que os aumentos no imposto automotivo não estavam sendo bem recebidos por deputados, o governo do Estado mudou um pouco a proposta. Ao invés de veículos com 40 anos a cobrança pegará “apenas” os veículos com até 30 anos (fabricação a partir dos anos 1990). Hoje, veículos com mais de 20 anos estão isentos.

Imposto progressivo

A outra mudança é de alíquotas progressivas. Carros mais potentes pagariam maior imposto. Tipo: um 2.0 pagaria mais que um compacto 1.0. Enfim, nesta quarta-feira os deputados analisam a nova proposta.

Restrição nas compras

Além da alta do preço do óleo de soja, o consumidor também encara a limitação do produto em alguns estabelecimentos. Tem supermercado na região que libera a venda de no máximo seis litros por cliente.

Estacionou?

A gasolina mais barata ficou nos últimos dias entre R$ 4,11 e R$ 4,16 na região. Nos últimos dez dias a Petrobras reduziu o preço nas refinarias três vezes. Mas o valor para o cálculo do ICMS gaúcho deve ser elevado nesta semana.

O gargalo da Scharlau

Desde a “retomada” do movimento no trecho leopoldense na BR-116 na era Covid-19 o congestionamento no acesso da BR-116 à RS-240 tem piorado no sentido capital-interior. As filas vão do viaduto da Scharlau até a ponte do Rio dos Sinos. Curiosamente, as filas da Scharlau em direção à ponte têm sido mais raras. Nesta terça-feira teve fila por causa de obras. Ou seja, apesar da notíicia "ruim" de tráfego lento, a boa notícia é que a rodovia está recebendo a atenção necessária na sua pavimentação que ficou meses sem reparos.


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