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Jerry Lewis, ícone da comédia, morre nos EUA

Ator que se projetou entre os anos 1950 e 1960 tinha 91 anos.

AFP
Jerry Lewis, em foto de 2009, com um Oscar honorário por causas humanitárias
O veterano comediante americano Jerry Lewis, que conquistou milhões de fãs em todo o mundo com suas comédias rasgadas em uma carreira que se estendeu por seis décadas, faleceu neste domingo aos 91 anos, informou seu agente. Um dos comediantes mais populares dos anos 1950 e 1960, Lewis aperfeiçoou a interpretação de palhaço irreverente em filmes como "O Professor Aloprado" (1963), mas também foi celebrado como escritor, ator e filantropo.

"Muito tristemente, Jerry Lewis faleceu", disse seu agente, Jeff Wijtas. A revista Variety havia noticiado a morte do comediante na manhã deste domingo em Las Vegas. Celebrado nos Estados Unidos e no exterior, recebendo inclusive uma indicação ao prêmio Nobel da Paz em 1977, Lewis ficou tão conhecido por seus esforços incansáveis para promover a conscientização da distrofia muscular quanto pela comédia pastelão, sua marca registrada.

Ao longo de 45 anos, ele arrecadou cerca de 2,45 bilhões de dólares no combate à doença com um evento anual na televisão. Nascido em Newark, Nova Jersey, com o nome de Joseph Levitch, filho de um casal de artistas de Nova York, Lewis subiu aos palcos pela primeira vez com a tenra idade de 5 anos, quando atuou em "Brother, Can You Spare a Dime?" (Irmão, você pode me emprestar uns trocados?).

Aos 15 anos, já tinha seu próprio número de dublagem e chegou aos ouvidos de agentes de talentos de Nova York, embora apenas uma causa de teatro burlesco de Buffalo tenha demonstrado interesse. Aos 20, no entanto, tudo mudou para Lewis, quando ele embarcou naquela que seria possivelmente uma das parcerias de maior sucesso do mundo do entretenimento com o elegante e sedutor Dean Martin.

Os dois alimentavam um ao outro em hoje números clássicos da comédia, como tombos, trotes e muita água gaseificada. Os dois assinaram um contrato de longo prazo com os estúdios Paramount Pictures e estrelaram "Amiga da Onça", em 1949. No filme, Lewis teve uma atuação que chegou a ser descrita como "a coisa mais engraçada do filme". Outros filmes notáveis no repertório de Lewis foram "Deu a louca no mundo" (1959), "O Rei dos Mágicos" (1958) e "Rir é Viver" (1984).

Ao longo de 50 anos, sua arrecadação em bilheterias totalizou 800 milhões de dólares, uma cifra impressionante uma vez que os ingressos de cinema não custavam mais de 50 centavos de dólar no auge de sua popularidade. Após 17 filmes juntos, a parceria Lewis-Martin terminou em 1956, mas Lewis continuou sua carreira na comédia e em Hollywood. Ele ganhou elogios por seu papel dramático em "O Rei da Comédia", filme de 1983 de Martin Scorsese, coestrelado por Robert De Niro. O longa demonstrou sua versatilidade interpretativa.

Nas últimas décadas, Lewis teve muitos problemas de saúde e chegou a ser declarado morto em 1982 após sofrer um ataque cardíaco. Dez anos depois, ele foi diagnosticado com câncer de próstata e em 1997 descobriu que tinha diabetes. No ano 2000, um diagnóstico de meningite espinhal fez sua saúde se deteriorar ainda mais.

Adeus a Paulo Silvino, um dos últimos grandes comediantes

Humorista fazia parte da geração que ainda tinha bons contadores de piadas.

Divulgação
O comediante Paulo Silvino, que morreu aos 78 anos
Morreu o comediante brasileiro Paulo Silvino. A nova geração talvez lembre dele apenas pela participação no (péssimo) programa Zorra Total, mas ele foi um dos participantes mais proeminentes da geração dos grandes comediantes brasileiros que ganhou projeção na tevê entre os anos 60 e 70, ao lado de Jô Soares e Agildo Ribeiro.

Na tevê, Silvino tendia a aparecer mais como o chamado "escadinha", aquele sujeito que fica ao lado do astro do programa, para dar deixas e fazer caretas. Foi neste papel que ele participou do Viva o Gordo e do Planeta dos Homens, onde contracenava com Jô e Agildo. Porém, que caretas.

Silvino, justamente, fazia parte da geração dos comediantes que ainda sabiam contar piadas. Seu humor era muito visual, e mesmo no papel do ajudante de um comediante, ele se tornava a parte mais cômica de qualquer esquete. Seu jeitão de contar piadas sério e fazer cara de bobo é o que falta fundamentalmente para a nova geração dos piadistas brasileiros, que são baseados em roteiros e não são nem remotamente tão engraçados.

Paulo Silvino também tinha um carisma e um jeitão mais popular. Se isso eventualmente o colocou no Zorra Total (destino, ainda assim, melhor que o de outros comediantes de sua geração escanteados e tirados da tevê), também o fez, inadvertidamente, ser testado em outras posições. Durante o afastamento do apresentador Chacrinha, nos anos 80, Silvino chegou a substituir o folclórico Velho Guerreiro. Sua inteligência também funcionava para o humor cáustico e satírico, às vezes com grande carga política, da tevê brasileira dos anos 80.

O Brasil vai perder um sorriso. Putz. Logo agora.

Daniel Craig confirma que viverá 007 mais uma vez

Ator britânico chegou a anunciar que havia abandonado a série, mas confirmou informação que já circulava nos bastidores.

Divulgação
Daniel Craig em uma das imagens promocionais como James Bond
O ator britânico Daniel Craig, que já declarou que preferia "cortar os pulsos" a encarnar novamente o agente 007 James Bond, confirmou que o interpretará novamente antes de se despedir para sempre do papel. "É verdade que fui muito evasivo sobre isso", reconheceu o ator de 49 anos durante entrevista ao programa de televisão do americano Stephen Colbert, o "The Late Show", na noite de terça-feira (15).

"Tenho dado entrevistas todos os dias e as pessoas me perguntam, e acredito que fui bastante evasivo, mas senti que deveria dizer a verdade, e direi a você", disse Craig ao famoso apresentador do canal CBS quando ele o questionou se faria o papel. "Sim", continuou com um sorriso.

O jornal The New York Times noticiou no fim de julho que o britânico, o sétimo ator a representar o agente 007, tinha aceitado atuar pela última vez na famosa saga. Contudo, nem o ator, nem o estúdio tinham confirmado. A empresa britânica Eon Productions, responsável pela produção dos filmes do agente secreto mais famoso do mundo, anunciou que a vigésima quinta estreia do filme está programada para o dia 8 de novembro de 2019.

A chegada de Daniel Craig em 2006 ao papel de 007 coincidiu com um aumento de popularidade da saga, que superou pela primeira vez a cifra de 1 bilhão de dólares em ingressos vendidos no mundo com "Skyfall" (2012). (AFP)

Valerian é nonsense espacial com charme europeu

Filme de Luc Besson baseado em história em quadrinhos tem um tom juvenil, mas vale pelo visual.

Divulgação
Dane DeHaan e Cara Delevingne como Valerian e Laureline
Você sabe, existem filmes norte-americanos, existem filmes franceses e existem os filmes de Luc Besson. O diretor parisiense mistura os blockbusters no melhor estilo hollywoodiano com estética e nonsense europeus. Você tem que saber tudo isso antes de assistir à ficção científica Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, porque o filme que entrou em cartaz esta semana é muito esquisito. E ele é legal por causa disso.

Valerian é baseado em uma série de quadrinhos dos anos 60, de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. A história acompanha dois agentes de uma potência galáctica de um futuro distante, Valerian (Dane DeHaan, o Duende Verde de O Espetacular Homem-Aranha) e Laureline (Cara Delevingne, a vilã de Esquadrão Suicida). Nas HQs, eles viajam no tempo e no espaço resolvendo problemas. Neste filme, eles cumprem uma missão em uma estação espacial que reúne representantes de todas as raças do universo. Eles precisam recuperar um objeto roubado e também resolver um mistério que ameaça a segurança do lugar.

Muita coisa de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas lembra a mais famosa ficção científica de Besson, O Quinto Elemento, a começar pelo ambiente urbano malucão. Mas o volume de efeitos especiais, que em alguns momentos deixa a tela com cara de animação, aproxima Valerian também de Arthur e os Minimoys, sua série infantil de fantasia. O próprio tom do filme, aliás, tem uma pegada mais juvenil.

Valerian usa o título de um dos álbuns dos quadrinhos e a história de outro (é baseado, principalmente, em L’Ambassadeur des Ombres, de 1975), mas apesar disso não chega a ser tão fiel ao espírito psicodélico das HQs originais quanto seria de se esperar. Mas está cheio de elementos recorrentes do cinema de Besson, a começar pelas mulheres despirocadas. Laureline, a colega de Valerian, é a típica heroína do diretor: forte, voluntariosa e temperamental. Apesar do título fazer alusão ao personagem masculino, é ela que brilha.

Tem ponta da cantora Rihanna, fazendo uma pole dance alienígena. O cafetão dela, vivido por Ethan Hawke, é impagável.

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