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O Conde de Monte Cristo e outras cópias nas novelas

Confira algumas novelas que se apropriaram discretamente de clássicos da literatura ou cinema .

Cesar_Alves/Divulgação Globo
Beatriz (Nathalia Timberg) e Clara ( Bianca Bin) em O Outro Lado do Paraíso. As duas se encontram em uma clínica psiquiátrica, e a idosa ajuda a jovem a compreender quem a traiu, além de lhe revelar a existência de uma fortuna
Tem bastante gente falando sobre como a novela das nove da Globo, O Outro Lado do Paraíso, tem uma trama parecida com o clássico O Conde de Monte Cristo.

Na história do livro de Alexandre Dumas, um homem sofre uma armação e é injustamente condenado à prisão. No calabouço, conhece um veterano que lhe revela ter o mapa de um tesouro e que também o ajuda a descobrir quem entre seus conhecidos o traiu. Quando o velho morre, o homem escapa escondido no lugar do seu cadáver, dentro da mortalha jogada ao mar. Ele enriquece e parte em busca de vingança. 

Divulgação
Edmond Dantes (Jim Caviezel) e o abade Faria (Richard Harris) em uma das adaptações para o cinema de O Conde de Monte Cristo, em 2002
Na novela O Outro Lado do Paraíso, há uma mudança de gênero, mas a trama de Clara (Bianca Bin) é quase a mesma. A heroína é traída e internada em uma clínica psiquiátrica, onde conhece uma idosa (Nathalia Timberg) que lhe revela como obter uma fortuna e também a ajuda a deduzir quem a traiu. Ela escapa da clínica no caixão da mestra, depois que ela morre. Também enriquece e parte em busca de vingança.

Como dizia Chacrinha, na tevê nada se cria, tudo se copia. Não é a primeira vez que novelas fazem "homenagens" a enredos clássicos.

Em 1981, havia uma trama de fundo na novela Brilhante, de Gilberto Braga. A heroína vivida por Vera Fischer, em viagem à Europa, ficava fascinada por um estranho transtorno psicológico pelo qual passava o marido (José Wilker) de uma amiga. Ele aparentava incorporar um antepassado que havia se suicidado. Eventualmente, o homem se matava, e a heroína, apaixonada e sob a ilusão de que se tratava de uma reencarnação, depunha à Polícia como testemunha. Mas sem saber, ela havia sido usada como álibi de um crime. Novamente com uma inversão de gênero, tratava-se da história de Um Corpo que Cai (Vertigo), de 1958, clássico de Alfred Hitchcock, no qual um homem (vivido por James Stewart) se apaixonava pela esposa (Kim Novak) de um amigo, que igualmente aparentava ser possuída pelo espírito de uma antepassada suicida.

Em A Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu, em 1990, o personagem de Daniel Filho era um vilão controlado pela mãe que ao final tinha um surto e subia em uma refinaria de petróleo, onde morria em um incêndio ao mesmo tempo que gritava "Estou no topo do mundo, mãe!". A mesmíssima cena ficou famosa com James Cagney em White Heat (1949), com o título em português de Fúria Sanguinária.

Tio Patinhas está fazendo aniversário

Personagem popular nos quadrinhos da Disney completa 70 anos, criado em 1947.

Reprodução
Tio Patinhas, personagem dos quadrinhos da Disney que está de aniversário
O Tio Patinhas está completando 70 anos. O personagem da Disney, que em inglês se chama Scrooge McDuck, apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 1947.

Ele foi criado por Carl Barks na história Christmas on Bear Mountain, publicada em dezembro de 47 no número 178 da revista Dell's Four Color Comics. Na época, a editora Dell Comics licenciava os personagens das animações da Disney para publicar em forma de quadrinhos.

O Tio Patinhas da primeira história era baseado no célebre velho ranzinza Scrooge, do Conto de Natal de Charles Dickens, uma das mais famosas histórias natalinas da literatura de língua inglesa. Seu nome em inglês mistura uma origem escocesa e o próprio nome do personagem de Dickens.

Patinhas seria tio do Pato Donald pela parte materna. Ao longo dos anos, foram sendo agregadas características ao personagem, como a Caixa Forte e a moedinha da sorte número 1. No Brasil, o Tio Patinhas também estrelou uma série de histórias criadas pelo estúdio brasileiro da Disney, como editor-chefe do jornal A Patada, em que trabalhavam o Pato Donald e o primo Peninha.



Cientistas dizem ter esclarecido mistério do Abominável Homem das Neves

Artigo científico publicado nesta quarta-feira (29) diz que ursos originaram as lendas sobre monstro do Himalaia.

Divulgação
Yeti da animação infantil Monstros S.A., da Pixar, uma das encarnações pop do lendário Abominável Homem das Neves
O mítico Yeti, também conhecido como o Abominável Homem das Neves, é na verdade um urso das altas montanhas da Ásia, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (29) na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Os cientistas concluíram que o DNA dessa imensa e furtiva criatura meio-humana que, segundo a lenda, habita pontos inacessíveis do Himalaia, pertence a três subespécies de ursos: negro asiático, pardo tibetano e pardo do Himalaia.

Cada uma dessas subespécies habita diferentes nichos no Himalaia, e é provável que todas elas tenham sido confundidas em diferentes momentos com o Yeti, disseram os cientistas. "Nossa descoberta sugere fortemente que os elementos biológicos que sustentam a lenda do Yeti podem ser encontrados em ursos locais", disse Charlotte Lindqvist, da Universidade de Buffalo, que dirigiu o estudo.

Embora não seja o primeiro a reduzir o mito do Yeti a ursos, este estudo reúne uma riqueza sem precedentes de evidências genéticas obtidas a partir de ossos, dentes, pele, cabelos e amostras fecais anteriormente atribuídas à criatura misteriosa. Todos estes elementos - procedentes de coleções privadas e de museus ao redor do mundo - são, na realidade, os restos de 23 ursos distintos, segundo os pesquisadores.

Lindqvist e sua equipe reconstruíram os genomas mitocondriais completos de cada espécime, o que levou a descobertas importantes sobre esses carnívoros da região e sua história evolutiva. "Os ursos pardos que vagam pelas altas altitudes do planalto do Tibete e os ursos pardos nas montanhas ocidentais do Himalaia parecem pertencer a duas populações separadas", disse. "A divisão ocorreu cerca de 650.000 anos atrás, durante um período de glaciação", acrescentou.

As duas subespécies provavelmente permaneceram isoladas uma da outra desde então, apesar de sua relativa proximidade, afirmou Lindqvist. O urso pardo do Himalaia (Ursus arctos isabellinus), cujo pelo castanho avermelhado é mais claro do que o do urso pardo tibetano, está listado como "criticamente ameaçado" na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Durante o século 20, o fascínio no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, pela lenda do Yeti foi intenso. Em um livro que narra sua caminhada pela passagem de Lhagba La, perto do Monte Everest, em 1921, o tenente-coronel Charles Howard-Bury descreve "pegadas bastante semelhantes às de um homem descalço". Ele as atribuiu a um lobo grande atravessando a neve macia, mas seus guias disseram que tinham sido deixadas por um "metoh-kangi", ou seja, um "homem-urso das neves".

O relatório de um membro da Royal Geographical Society em 1925 alimentou ainda mais o mito, ao afirmar que tinha visto uma figura humana atravessando uma geleira a uma grande altitude. Pelo menos duas expedições foram organizadas na década de 1950 com o objetivo de encontrar o Yeti, descobrindo pegadas e espécimes de cabelo, com relatos de observações que continuaram ao longo da segunda metade do século.

"O trabalho científico pode ajudar a explorar mitos como o Yeti", afirmou Lindqvist. "Mesmo que não haja provas" da presença de criaturas cuja existência continua a ser contestada, "é impossível descartar completamente que elas existem", acrescentou. "As pessoas adoram um mistério".

Pontos extras da tevê por assinatura podem ser cobrados

Cobrança de mensalidade é proibida, mas operadoras podem cobrar aluguel do decodificador, além da instalação.

Valter Campanato/Agência Brasil
Operadoras podem passar a cobrar aluguel dos decodificadores para ponto extra, caso aproveitem brecha judicial
Uma decisão judicial pode levar à cobrança de pontos extras da tevê por assinatura. O Superior Tribunal de Justiça decidiu nos últimos dias que as operadoras de tevê por assinatura podem cobrar aluguel dos decodificadores para clientes que usam ponto adicional. A instalação já era cobrada, mas a cobrança de mensalidade é proibida. O STJ entendeu que a operadora pode cobrar pelo uso do decodificador do ponto adicional, desde que discriminado na fatura.

A decisão judicial, noticiada pela imprensa do centro do País, aconteceu depois que o STJ reformou a decisão de um juizado de instância inferior. Uma cliente de Porto Alegre questionava na Justiça a cobrança de um ponto adicional, alegando que isso estava proibido. O STJ confirmou a ilegalidade da cobrança de mensalidade, mas acrescentou que o aluguel do decodificador pode sim ser cobrado.

O acórdão da decisão ainda não foi publicado. Conforme os termos, há a possibilidade de que as operadoras aproveitem a brecha para regulamentar a cobrança deste serviço. Algumas operadoras de tevê já adotam normalmente a cobrança do aluguel de aparelho dos pontos extras, como NET e Sky. Conforme o regime de propriedade do pacote do usuário, contudo, o ponto extra não envolve aluguel (na Sky, antigamente os aparelhos eram comprados pelo usuário, e a operadora apenas fazia a atualização deles, sem aluguel). Também há casos em que o contrato do usuário antecede a regulamentação vigente e o regime de cobrança pode ser diverso.


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